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Wabi-Cuidados: no outono e inverno

Muita gente não sabe, mas durante o outono e inverno, até as espécies que não perdem as folhas entram num ritmo mais lento. Nos acostumamos a associar essas estações com plantas completamente "peladas" mas tal característica não é regra no reino vegetal. 

Existem um preparo silencioso e imperceptível para nós.



No outono, as plantas começam o processo de hibernação, diminuem a fotossíntese, resguardando energia para, no inverno, entrarem no período de dormência.

É a pausa necessária para economizar esforços e despertarem muito mais fortes na primavera. O crescimento desacelera e não há o surgimento de brotos ou folhas novas. 

A natureza nos lembra que é hora de deixar ir. Época ideal para podar galhos, ramos e ficar atento à rega, que com a umidade da estação pode não precisar de tanta água como no nosso verão escaldante. Fiquem atentos à nossas dicas e aproveitem a brisa leve que vem chegando!

  • Observe. Lembre-se, plantas são seres vivos, basta ficar atento aos sinais para perceber se ela anda precisando de menos ou mais água, se algum bichinho intruso a visitou ou se está na hora de cortar algumas partes. Recomendamos sempre checar o grau de umidade da terra antes de regar. Nessa época, com a queda das temperaturas, é comum a água demorar a evaporar, sendo necessário espaçar mais entre uma rega e outra.

  • Vá sem medo. É normal uma folha ou outra amarelar enquanto o restante do conjunto se mantém firme e vistoso. Tudo bem cortar essas para dar lugar às novas que vão surgir. Ao manter essas folhas ou caules com deficiência na planta por medo de não saber como ou aonde cortar, acaba-se na verdade prejudicando elas, que gastam muita energia para preservar aquele pedaço com deficiência. 

  • Ilumine. Certifique-se de que sua planta ainda está pegando luz, com a mudança de estação o ambiente que ficava claro no verão pode não receber mais tanta incidência solar assim. Falando em luz, saiba direitinho qual é a sua espécie. Isso facilita na hora de escolher o local da casa que melhor servirá para a turma de verde. 

  • Não adube no inverno. Não force o processo. Pausar e não produzir o tempo inteiro é crucial para recarregar as energias e respirar (e isso vale tanto para as plantas quanto pra gente!). Respeitar o tempo é a maior lição que esses seres nos dão. Se puder, faça no outono, senão, espere a primavera chegar.  

  • Fique atento ao surgimento de pragas. É super comum nesse período o aparecimento de ácaros, fungos e pulgões. Os primeiros não podem ser vistos a olho nu, mas normalmente atacam a parte inferior da folhas, deixando-as com tom de ferrugem. Basta cortar as que estiverem comprometidas. Caso os fungos apareçam, causando pintinhas brancas, mova a planta para um local mais iluminado e claro, corte as folhas danificadas. Já os pulgões - que se fixam nos caules e folhas novas para sugar a seiva da planta - precisam de algo mais forte, sempre recomendamos uma esponja com um pouco de água e sabão ou detergente de côco ou oléo de neem (inseticida natural) e esfregue delicadamente nos pontos atingidos. Importante sempre afastar uma planta com praga das outras da casa para evitar a propagação em todas.
  • Pesquise. Manter a relação com as plantas exige cuidado como qualquer outra. Ser curioso e atento faz toda a diferença porque nosso país é enorme, nem todas os estados possuem essas trocas nítidas de estações e uma mesma espécie pode agir de forma completamente diferente de um lugar para o outro.


Aproveita a calma, logo mais, lá no final de julho, começo de agosto, elas começarão a acordar com força total!

Bom cultivo! Continue lendo

Wabi-Cuidados: Cactos e Suculentas

Esse grupo sofre alguns equívocos de que, por precisarem de menos rega, são mais fáceis de serem cuidados, mas toda planta requer atenção e precisa estar no local ideal de iluminação. Cactos e suculentas são plantas que retém muita umidade e armazenam a água da rega em suas folhas e corpo.
   

Botanicamente falando, podemos dizer que os cactos são plantas suculentas, mas nem todas as plantas suculentas são cactos. Assim, só podemos chamar de cactos as plantas da família Cactaceae. Já as suculentas em geral possuem caules, folhas ou raízes engrossados e ricos em água, de forma muito mais abundante do que em outras plantas. Essa adaptação é que permite que elas possam manter reservas de líquido e sobreviver em ambientes áridos e secos, o que para a maioria das plantas seria impossível.   

Cuidados: Basicamente pouca rega e bastante luminosidade e/ou sol direto.  
Plantio: Como as suculentas e cactos não devem ficar em terras encharcadas, por já armazenarem água dentro delas, é essencial que o substrato seja preparado para não acumular água. Adicionar areia e pedriscos deixa o solo mais aerado e com bastante passagem para a água e o ar.  

Iluminação: As suculentas são plantas que precisam de muita luz solar para viver (pensa no sol dos desertos!). Espaços abertos são os ideais para esse tipo de planta, já em ambiente internos é obrigatório locais com boa incidência de luz, próximos a janelas, onde o sol bata em alguma parte do dia.  

Rega: As vezes 1 vez ao mês pode ser suficiente. Normalmente usamos uma frequência de 2x no mês. O importante é analisar todos os fatores do ambiente e a espécie específica. 

Se por acaso você teve experiências ruins com essas espécies, não desista. Observação e paciência sempre! Logo logo conseguirá ler todos os sinais que o verde nos dão. 

Bom cultivo!

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Wabi-Cuidados: Terrários

Terrários são micro ecossistemas. Dentro deles o ar se renova, formando um ambiente que reproduz condições idênticas às da natureza, por isso são quase autossuficientes. Ideais para quem não tem muito espaço e tempo para cuidar de imensos jardins. Se você seguir algumas regras simples, verá como são fáceis de cuidar. 

  1.  Aberto ou Fechado? 

    Terrários são feitos geralmente em recipientes de vidro para garantir a passagem de luz e podem ter diversos formatos. Vidros abertos são ideais para criar suculentas e cactos, podendo montar um ambiente mais seco com pedras, areia e materiais semelhantes. É possível criar um cenário de um delicado mini deserto. 



    Já os terrários fechados, geralmente com tampas, podem se tornar micro ambientes que se mantém sozinhos, como uma estufa que se rega da própria evaporação da água. Por isso, aparecem gotículas de água nas paredes do vidro. Este tipo precisa de um pouco mais de atenção no início para garantir que a evaporação da água das plantas seja regular e porque a monitoração do vidro é que vai revelar a frequência de rega e cuidados. Se houver muita umidade as plantas podem apodrecer ou mofar facilmente. Mas não se assuste, com um pouco de prática e seguindo as instruções você vai conseguir!
     



    De todo modo, os dois tipos de espécies (cactos/suculentas e tropical) se adequam bem nos dois formatos de vidro. Basta regular a rega e a luz de acordo com o seu tipo de arranjo. 

    Lembre-se sempre, quanto mais próximo do habitat natural daquela espécie for o clima criado dentro do terrário, maior a garantia de sucesso na sustentabilidade do seu arranjo. Um mundo verde crescendo e se multiplicando sem precisarmos fazer muito. 

  2.  Cactos e suculentas 

    No caso dos cactos e suculentas, como são acostumados a ambientes áridos, precisam de muita luz (entre 4 a 8 horas de sol por dia!) e pouca água, já que a própria arquitetura da planta foi feita para armazena-la em seu interior. O truque é regar seu terrário quando a terra já estiver seca.  Mas atenção a quantidade! Terrários não possuem furos de drenagem e cactos e suculentas são muitos fáceis de suas raízes apodrecerem pelo excesso. Cautela sempre! Na dúvida, melhor pecar por menos. Essas espécies costumam enrugar de leve suas folhas quando precisam de água. As plantas dão sinais, basta estarmos atentos. 

  3. Folhagem Tropical 

    Terrários com esse tipo de arranjo necessitam de uma rega com uma frequência maior, mas sempre mantendo o cuidado de não encharcar a terra. Outra diferença é que essas espécies não necessitam de tantas horas de luz, se adaptando as partes da casa onde a claridade ainda é presente, mas não forte o suficiente a ponto de torrar as plantas. Regar mais vezes, mas sempre sem exagerar a dosagem. Qualquer terrário não necessita mais do que meio copo de água (algo em torno de 100/150ml) 

E os cuidados gerais são: 
 
Luz:  
☀☀☀ Sol-pleno 
☀ Meia-sombra    
 
Rega: A natureza não segue uma programação regular, a frequência da rega vai depender desse controle de umidade. Um terrário bem adaptado raramente precisa de mais do que uma borrifada de água a cada poucas semanas. Regue somente quando não tiver nenhuma condensação e a terra parecer muita seca. Note também: se as plantas estiverem murchas e cabisbaixas, elas precisam de mais água. Sinais de excesso de água: água localizada na camada de pedras, muita condensação (gotículas); mofo. 
 
A dica principal é manter sempre a curiosidade e o interesse em seu jardim. Independente do tamanho dele, há uma eterna dinâmica nas trocas desses seres vivos com todo seu entorno. Nada na natureza é fixo, mutável ou eterno. E ela é linda justamente por isso, sua beleza é viva!  
 
Fique atento, observe sua criação (eu não canso de admirar meus pequenos jardins), veja como seu terrário se desenvolve. Se estiver de olho atento aos sinais de problemas e seguir as orientações, provavelmente seu terrário irá retribuir todo seu cuidado com saúde e folhas verdes! Quando as plantinhas morrerem ou se você quiser trocar por outras, reponha a planta. Ou você pode substituir o espaço vazio por musgos ou pedras para decorar.  

Cuidados semelhantes nos dois tipos de terrário: As plantas poderão ser aparadas quando crescerem demais. Rode o terrário de vez em quando para garantir que todos os lados recebam iluminação. Remova folhas e ramos secos ou danificados. São uma porta de entrada para fungos. Pó e poluição impedem a planta de fazer fotossíntese. É indicado limpar as folhas com um pincel macio e bastante cuidado.  

Bom cultivo! ♡

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Wabi-Cuidados: Plantas Aéreas

Essas belezuras, meio mágicas meio exóticas, são plantas epífitas, vivem sobre outras plantas mas sem parasitá-las, apenas as usando como apoio. Um fenômeno comum das florestas tropicais, onde a disputa pela luz é acirrada. 

As plantas aéreas absorvem os nutrientes pela própria folha e suas micro escamas prateadas, precisando assim apenas de água e ar para sobreviver. 



Devem ser regadas 1 vez por semana. Com um borrifador, molhe toda sua superfície e ao terminar, sacuda delicadamente de cabeça para baixo para retirar o excesso do miolo.  
Caso não tenha um borrifador em casa, dê um banho rápido nela em qualquer pia da casa. Não esquecendo de tirar o excesso com leves sacudidas.  

Você irá notar uma ligeira mudança de cor, tudo bem, as Tillandsias clareiam com o passar do tempo.  

Como em seu habitat natural, precisam apenas de luz indireta, ideais para o interior da casa. Aproveite a liberdade de não ter vaso ou suporte e explore todas as possibilidades que há em decorar a casa com elas!


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Wabi-Cuidados: Espécies pet-friendly

Sabemos da preocupação extra de quem tem um pet em casa e que, por vezes, acaba desistindo de entrar no mundo verde com medo de causar algum acidente no amigo. Pensando nisso, listamos abaixo algumas espécies para você relaxar e curtir a interação dos seus bichos com suas plantas de forma segura. Escolha sua favorita e se joga!  

Samambaia  


Haworthia 

 

Chifre de veado 


Orquídea
 


Pilea 



Peperomia Melancia 


Mas, caso tenha ganhado ou adquirido alguma planta tóxica, aproveite e e
xplore as alturas da sua casa, colocando as em estantes ou suspensas por um macramê ou uma cuia pendente. 

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Wabi-Cuidados: Kokedamas

Olhando assim, de longe, parece que as Kokedamas exigem um cuidado de outro mundo! Ledo engano, a técnica japonesa na verdade se torna mais prática - se comparada com plantas em um vaso - por possuir maior diversidade na hora da rega. Como já falamos por aqui, um cuidado essencial para a sustentabilidade de qualquer vegetação que você venha a ter.

Todas as nossas kokedamas acompanham uma etiqueta sinalizando o quanto de luz ela necessita (sendo de sol, meia-sombra ou sombra) e qual a frequência da rega. 

Sobre a forma de regar, existem três opções. Você pode escolher a que melhor se adequa a sua rotina: 

  1. Imersão no balde: Retire a Kokedama do seu local (se está suspensa, retire do gancho, se estiver em repouso, retire do prato e/ou base) e mergulhe toda sua esfera (e somente ela! Não precisa mergulhar as folhas da planta) em um balde com água por uns 5 minutos, no mínimo. Deixe escorrer em local apropriado até que pare de pingar.
  2. Regando no tanque: Caso prefira, você também pode levá-la direto ao tanque, ligar a torneira e movimentar a esfera para que todo a superfície da bola receba a quantidade necessária de água. É preciso alguns minutos para que a água atravesse o musgo e encontre a terra. Faça sempre com calma, observe o processo e manuseie com atenção às folhagens, elas não precisam dessa enxurrada de água.   
  3. Regando no local: Se a Kokedama está pendurada e você prefere não alterar a sua posição, coloque o balde no chão, abaixo dela e com um regador molhe toda a esfera. Espere parar de pingar para retirar o balde. 

Lembrando, a rega varia muito de uma espécie para outra. Embora indiquemos uma frequência na etiqueta, o mais importante é observar e criar uma relação com sua Koke para ajustar as necessidades de rega e/ou às condições do local onde se encontra. Ventilação e incidência solar afetam o resultado final da rega de acordo com a intensidade dos três fatores (vento, luz e água). Toda planta é um ser vivo, não há como existir uma conta exata que abranja todas as suas particularidades, nos resta ficarmos atentos aos sinais que elas dão.  

Caso deseje dar um reforço ao crescimento da Kokedama, dilua na água da rega um fertilizante e aplique 1 vez ao mês. De novo, esteja atento as exigências de alimento da sua planta para não exagerar na dosagem.  

Bom cultivo! ♡

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Wabi-Cuidados: Cultivo na água

Cultivar plantas na água pode ser uma ótima saída para quem procura formas mais práticas de ter a natureza por perto. Além de ser uma forma criativa de expor combinações de diferentes vidros e espécies.

Este formato de cultivo sem necessidade de terra é muito realizado como forma de propagação de mudas. Algumas plantas conseguem se adaptar a esse tipo de "solo" quando já tem raízes e outras podem ser cultivadas a partir de estacas. Aos poucos a haste cortada da planta original vai enraizar na água e crescer imersas dentro do vidro.

Abaixo selecionamos algumas espécies para explorar esse formato de cultivo sem medo:

  • Palmeira Chamaedorea
  • Jibóia
  • Pilea
  • Filodendros
  • Dracenas
  • Comigo-ninguém-pode
  • Espada de São Jorge
  • Peperomias
  • Tradescantia
  • Columéias
  • Lírio-da-paz

Para o cultivo, separe o caule que deseja, tire bem a terra e preencha o vidro com água suficiente para que novas raízes cresçam naquele espaço submerso. Aonde a água tocar no tronco, é onde surgirá novas raízes. Então, não há necessidade de uma quantidade muito grande de água! Sem excessos também evitamos um acúmulo de possível foco para o mosquito da dengue. 

Você pode fazer o cultivo apenas com água ou com a adição de elementos de drenagem, como o hidrogel e a argila expandida para brincar com as diferentes opções de decoração em vasos.

O importante é limpar bem o recipiente, não deixar resquícios de terra na planta e trocar a água 1 vez por semana.  Ah, o vaso não pode ter furos, ok?


Uma boa dica é adicionar ao fundo um pouco de carvão ativado (facilmente encontrado em lojas de petshop). O carvão mantém a água higienizada, filtrando as impurezas que aparecem. 

Não são todas as plantas que enraízam em água. Essa nossa seleção é certeira de sucesso. Além de algumas hortaliças que também possuem esse dom da adaptação.


Quem tiver mais interesse, sugerimos buscar por #waterpropagation no Instagram, pois há uma infinidade de conteúdo sobre o tema! 

Escolha as opções que gosta, certifique-se do local escolhido para o posicionamento do vidro ter claridade suficiente para a espécie se desenvolver e bom cultivo!  

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Wabi-cuidados: a luz

Wabi-cuidados: a luz

O primeiro passo para ter a natureza pertinho sem traumas ou estresse é desmitificar algumas armadilhas. A Luz é a principal delas.  

Para tornar sua casa um local adequado para as plantas, é necessário primeiro entender que toda planta precisa de iluminação natural. Ambientes fechados só com lâmpadas dificilmente conseguem oferecer luz suficiente para as plantas.  

Lembrando que, para facilitar, costumamos catalogar as plantas em:   

Sombra   
Meia-sombra   
☀☀☀ Sol-pleno

Essas categorias falam sobre a intensidade de luz natural que cada espécie gosta e precisa receber para se desenvolver bem e saudável. Classificar uma planta como de sombra, não significa que ela pode viver em um cômodo completamente na penumbra.  

• Sua planta será de sol, se receber cerca de 8h de sol por dia 
Varandas, quintais, aéreas de piscina; 
Jardineiras na janela. 

• Sua planta será de meia-sombra, se receber cerca de 4h de sol por dia   
Entrar alguma iluminação solar indireta;  
O ambiente possuir janela grande;  
Na maioria das horas do dia não for necessário ligar as luzes.   

• Sua planta será de sombra, se receber cerca de 2h de sol por dia ou apenas luz filtrada:   
O ambiente for claro mas sem sol; 
Existirem janelas pequenas ou cortinas que filtram a luz; 

Se o ambiente ficar claro apenas quando as luzes estão ligadas, talvez seja muito sombreado. Evite os locais escuros demais. Mesmo plantas de sombra, precisam estar em local bem claro.  

Conhecer a luz de cada cômodo nos direciona para escolher as melhores vegetações e distribuir melhor pela casa. Fazer essa triagem e chegar com essa informação na hora da compra é fundamental para ter sucesso no tão sonhado verde.

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Wabi-Cuidados: pragas e doenças

É importante lembrar: plantas são seres vivos e assim como nós, estão sujeitas ao entorno em que vivem. Então, a melhor maneira de evitar pragas e doenças em uma planta é mantendo-as saudáveis e no seu local ideal de cultivo. Como manter plantas mais saudáveis:

INSETICIDAS: utilizar um inseticida natural com intervalo regular (1x ao mês aproximadamente) aumenta a imunidade da planta. Sugerimos o Óleo de Neem para esta função, por ser um bioinseticida inofensivo para humanos e animais domésticos. Basta pulverizar sob as folhas quando notar a presença de pragas e 1 vez ao mês como prevenção. Sabão neutro (de coco) também é uma opção acessível e prática pois sempre temos em casa um sabão em barra ou detergente. Limpar as folhas removendo as pragas com o sabão ou o óleo de neem ajuda a eliminar a maioria dos casos de parasitas (como os famosos pulgões e cochonilhas). Certifique-se de retirar todas as praguinhas da planta. Pincéis, algodão, esponja macia ou tecidos umedecidos são ótimas ferramentas para isso.

Quando a planta apresenta algum problema, é possível diagnosticá-la ao observar seus sintomas. O caso de praga mais comum é a cochonilha, pontinhos brancos nas folhas e caules que parecem um micro algodão. Esta praga é facilmente removida com os inceticidas recomendados. Caso alguma folha esteja infestada de algum tipo de praga, o ideal é eliminar podando aquelas que estiverem assim.

No caso de agentes externos (ácaros, insetos, fungos e bactérias) faça uma pesquisa mais profunda sobre a espécie e este tipo de doença encontrada. Para cada tipo há uma recomendação de inseticida, normalmente mais forte. 

Plantas com sinais de pragas devem ficar isoladas para não contagiar as demais mudas. Caso várias plantas apresentem o mesmo problema é importante observar as característica do lugar que estão. Luz, temperatura, poluição e outros fatores do ecossistema podem resultar em faltas de nutrientes e outras deficiências.   

Plantas murchas e/ou com raízes podres indicam excesso ou dificuldade no transporte de água. Manchas, descolamento e ferrugens já sinalizam problemas com fotossíntese.

Realizar uma boa adubação de vez em quando também mantém as plantas mais fortes para diminuir a ocorrência de doenças. Então não esqueça de pesquisar sobre sua espécie e procurar o melhor tipo de adubo para ela. De um modo geral, gostamos de recomendar um adubo orgânico (Bokashi, por exemplo) ou humus de minhoca.

Todos esses materiais são encontrados facilmente em lojas de materiais para jardim e em lojas online.

De qualquer forma, cultive sua relação com seu jardim, olhe de perto, se mantenha atento e curioso para quando e se aparecer algo diferente seja cedo para tomar as medidas necessárias. Como em qualquer outra relação , é preciso carinho diário. Bom cultivo!

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Wabi-Cuidados: plantas tóxicas

Existem muitas plantas tóxicas que podem causar algum problema se ingeridas ou em contato com a pele. É importante pesquisar quais são as espécies e qual parte da planta é tóxica para assim administrar se é viável tê-la em casa. Por exemplo, uma das preferidas dos wabibitos é a Ficus Lyrata abaixo:


Essa espécie possui uma toxina na seiva que pode causar alergia em cães e gatos. Como é comum que algumas pessoas tenham peta e ainda assim cultivem esse tipo de planta, sempre auxiliamos nossos clientes a:

  • priorizar vasos altos (como o da foto);
  • manter tais plantas suspensas e ou penduradas;
  • escolher espécies que não caem muito as folhas.

Outras plantas tóxicas mais conhecidas são: 

  • Jibóia
  • Antúrio
  • Comigo ninguém pode
  • Lírio da paz
  • Bico de papagaio
  • Copo de leite 
  • Tinhorão 

De qualquer forma, é necessário entender sobre seu gatinho ou outro animal. Se ele gosta de mexer e morder as plantas ou não. Muitas pessoas têm plantas tóxicas em casa e nunca aconteceu nada por conta do animal não ter o costume de mexer mesmo. Mas para evitar qualquer acidente, recomendamos deixar essas espécies em locais de difícil alcance.

Caso tenha crianças, o cuidado deve ser redobrado.

Na maioria dos casos, a toxicidade se encontra na seiva da planta, sendo necessário tomar maior cuidado ao podá-la. Mas, para não tomar sustos, sempre lave as mãos após tocá-la.

O principal é buscar conhecimento e não se apavorar com informações na internet que podem não ser confiáveis. Para pesquisa, recomendamos esses dois sites:

ASPCA - American Society for the Prevention of Cruelty to Animals

Gardener's World

Caso não queira arriscar, selecionamos aqui algumas espécies pet-friendly, opção para você ter mais verde em casa não vai faltar.

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